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Garotas_do_ABC

Não sei se acontece com vocês, mas comigo é frequente. Você vê um filme estrear, fica enrolando, acaba não vendo e anos depois, por obra do acaso consegue ver. Noite passada, no Canal Brasil, tive a oportunidade e ver “Garotas do ABC” do Carlos  Reichenbach (produção de Sara Silveira) e o filme me caiu como uma porrada, completamente atual e necessário para o Brasil de hoje.

São tantas nuances, camadas, da relação trabalhista e de produção de operárias numa fábrica têxtil, passando pela relação de uma mulher negra, Aurélia, de família com costumes conservadores, pai e irmão militares, e que se apaixona por um rapaz neonazista do ABC, Fábio.

O rapaz vive praticando atentados contra negros e nordestinos em grupo liderado por Salesiano de Carvalho, magistralmente interpretado por Senton Mello.

Em tempos onde o pensamento conservador e racista mostra suas garras no Brasil, esse filme de 2003 do Carlão é um libelo contra o fascismo que parece fazer parte do DNA nacional. Na semana em que Taís Araújo sofreu ataques racistas na rede, “Garotas do ABC” escancara a violenta realidade brasileira.

Com elenco incrível, o filme deveria ser revisto por todos nós. Na cena final do filme, vemos o Integralismo dos personagens se dissolver na mão de milícias (justiceiros) que hoje ocupam lugar central nos problemas sociais do Brasil. Parte do grupo é assassinada e o símbolo integralista é dissolvido no mar depois de passarmos por um grupo que faz algum tipo de oferenda para Yemanjá.

Naquele início dos anos 2000, o sonho de um país mais justo, prestes a realizar algumas mudanças sociais importantes, parecia ter vencido parte conservadora e cruel da sociedade, mas ao pensar os embates nas redes sociais, uma legislatura vergonhosa do Parlamento brasileiro, vemos que o sonho ainda está longe de acontecer.

Viva, Reichenbach! Aqui o filme completo no Youtube.

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Cheguei correndo do trabalho e Mari me levou para ver  SE NADA MAIS DER CERTO de José Eduardo Belmonte. Saímos um pouco atordoados em ver nossa geração representada. É um xeque-mate bonito com uma revelação chamada Caroline Abras, sem falar na beleza de Cauã Reymond. O final metafísico surpreende. Se você for ver, tome uma cerveja depois. Mari, eu acabei ligando o computador…Inevitável.

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