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Posts Tagged ‘Copan’

amado mais que amado
o seu encanto é o meu quadrado
olhar
na quarta dimensão não vista
na matéria escura
este poema é meu retorno e minha redenção
epifania
não sou refém da sua alegria
da letargia
ori em si
e até aquelas bombas ouvidas
tiros disparados
vielas e viaduos traiçoeiros
não direi nada sobre nada
nem da mão ladra dos que tentam governar as vidas
transmutar
o concreto em verde
andar nu pelas curvas e praias enluaradas
dançar na tribo
ver a dignidade da minha gente
a minha gente transatlântica
os meus irmãos de todo mundo, sem fronteiras
a nossa ligação
pegação
com amor
o cotidiano nos impede de ver a magia
cosmo(go)(lo)(g)(n)ia
mas desde o início
o meu suplício
a minha querência
é sua carência
e de improviso
eu corro o risco: deixo o lirismo descomedir
não há espectros
nem invólucros entre eles
são dois que findam frágeis
folha de papel

ah se a vida fosse sempre mel

27.01.2014
Edifício Copan
para Piva, ins-piração

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Imagem

Eu nunca te disse nada sobre o sol
mas saiba
todos os dias ele está mudando
e assim também é com os girassóis

tão jovem e ama muito
não quer ver o tempo se perder entre os dedos
nem quer aventurar-se naquilo que não vai adiante

o jogo do amor é a dor
e o não sofrimento é um pacto com a alegria

quando você passou pela porta hoje
meu mundo pequeno se estendeu pelas curvas de Niemeyer
o espaço sobre o qual a artista me contava na noite com lareira:
expandir a alma entre o concreto e dotar o mundo das coisas de amor

tudo existe e é feito de tudo
todas as coisas são únicas
a complexidade é a regra absoluta da vida e do universo

nós somos aquele poço de água vermelha
corre nas veias nosso sorriso e lágrimas
e dos seus olhos só quero a luz profunda
a crença no mistério
o culto de Eros
filho do Caos

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Sunset

Sunset

Em São Paulo do Copan.

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Summer rain

Summer rain

As águas fechando o verão.

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