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Posts Tagged ‘poema’

Desorientada

Ela ficava no andar de cima

Vida girava incerta e ela estava aflita

O mundo em pedaços e ela procurava a rima

Vai ter chuva e vento

Sem fogueira ao luar

É revolta de preto

É ciranda a girar

O mundo carecia de ruas mais calmas

com uma dose de alegria e alma

Mas ela suspirava no final do dia

Toda desorientada com sua letariga

Vai crescer, encontrar

um amor, cultivar

Vai tecer e moldar

uma nova era

de paixão e sorte

Tudo que ela encontrava

não achava um norte

Era vida esquecida de futilidade

Mas veio a tempestade e a colocou no prumo

Querendo boa amizade

e mudando o rumo

Porque da vida nada se leva

e morrer não vai ser nenhum drama

Veja só, formigas morrem aos montes

e o que somos você e eu para o mundo?

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amado mais que amado
o seu encanto é o meu quadrado
olhar
na quarta dimensão não vista
na matéria escura
este poema é meu retorno e minha redenção
epifania
não sou refém da sua alegria
da letargia
ori em si
e até aquelas bombas ouvidas
tiros disparados
vielas e viaduos traiçoeiros
não direi nada sobre nada
nem da mão ladra dos que tentam governar as vidas
transmutar
o concreto em verde
andar nu pelas curvas e praias enluaradas
dançar na tribo
ver a dignidade da minha gente
a minha gente transatlântica
os meus irmãos de todo mundo, sem fronteiras
a nossa ligação
pegação
com amor
o cotidiano nos impede de ver a magia
cosmo(go)(lo)(g)(n)ia
mas desde o início
o meu suplício
a minha querência
é sua carência
e de improviso
eu corro o risco: deixo o lirismo descomedir
não há espectros
nem invólucros entre eles
são dois que findam frágeis
folha de papel

ah se a vida fosse sempre mel

27.01.2014
Edifício Copan
para Piva, ins-piração

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Imagem

um copo pequeno que não mata a sede

igual a um corpo veneno que não arrebata a paixão

a vida se esvaindo em cada parte do corpo cortada

o coração que não pára

que não pede perdão

o sinal fechado

tudo errado

não há mais erros

não há nada

há somente um papel de folha branca no chão

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Sol nascente

Por do Sol na Baía 3, upload feito originalmente por marcelodetroi. Na Baia de Todos os Santos, em Salvador, Sol se põe antes de nascer no Japão.

quando a tragédia do japão acabar

e o mundo voltar a ter a sua ilusão de vida

nós choraremos de alegria

lembrando de hollywood

e hiroshima mon amour

o amor precisa voltar

folha secas

estou desaguando

lá fora a noite é mais calma q nunca

do outro lado do mundo nossos irmãos descobrem a vida na tragédia

teletransmissão

encenação

dyonisios, deus das prateleiras cheias!

rogai por nossa alegria e prazer

a gente cansa de ser forte

japão, sol nascente!

o teu inverno vai passar sempre

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AFRODITE

sem saber o que ouvir

do que gostar

do que sentir

depois que me apaixonei por você

ando buscando horas em relógios de parede

bebendo cachaça como se fosse água pra matar a sede

ando pingado nos cantos sem dó

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LUA NA FUÇA

nem que o tempo passe

nem que vida fracasse

nem que o sonho acorde

nem que a vaca tussa

entre nós

não adianta

há uma estrela no céu

um sol na face

uma lua na fuça

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unhas e cabelos q crescem
roupas q se desalinham
chão lavado de pedras
ônibus no tráfego infernal
uma bala perdida atinge um carro
uma mulher estende a roupa no varal
uma trama sem tramas
uma realidade sem gana
uma vida assim
nem é pasquim nem é fundo de quintal

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