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Posts Tagged ‘Zé Simão do Interior’

Um emaranhado de letras

Bulalakau, estrela cadente,

Dos amores escolhidos,

Nos confins recônditos,

Esperando se encontrar,

No mundo só de farpas,

Lugar ao menos descente,

Para continuar a amar!

 

Bulalakau, estrela cadente,

Inspiradora do momento exato,

Nos confins do mundo, oriente,

Num piscar de olhos,

Quem a vê caindo e

No grande cosmos sumindo,

Tem um desejo e um pedido ardente!

 

Oh! Estrela que cai!

Lembre-se de mim,

Não se esqueça jamais.

Atenda sempre o meu pedido:

Que eu nunca olvide

Meu amor, sem pedidos formais,

Atos simples, sem meneios,

Amor sincero, sem volteios,

Oh! Estrela que cai!

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[Zé Simão do Interior]
Ola Mar de Troi. É uma satisfação rara ve-lo retormar as redeas da vida. Ame o passado,mas ame mais o presente: o sol, a água o vento e a terra,O futuro é longe demais. Não há no mundo amor suficiente para ser desperdiçado em algo que não o ser humano. Tenho dito.

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Enfim retornaste de teu sono dessonhado,

Lavado, assoreado de paixão múltipla,
Sub-reptícia, maldosa!

Desce o santo.
Beijos cálidos, profanos,
Misturando alhos com bugalhos!
Sono louco de sonho depravado,
Atroz sofrimento!

Súbito Siribinha,
Onde Zakalé e eu nadamos e,
Ele tomando conta d’eu,
Cuidado, pajeante…
Paladino, forte, viçoso,
Como eu um dia fora,
De meu pai guardião,
Ajudante, sem carreira,
Noutro mar, ancestral,
Nada oficial,
Puro amor,
Terra natal!

Perdeu-se, esvaiu-se, acabou…acabou!
Foi, nunca mais regressará.
Estrada comum, sem asfalto,
Veredas, espinheiros,
Do mato cangaceiros,
Videntes, viajantes do cosmos.
Inabaláveis, transcendentes.
Coisa natural e ciao!

Zé Simão do Interior

————————————————–

Este é um post de saudade de meu amigo Zé Simão. Poeta! Veja este diálogo poético de 2006.

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Era um sábado de manhã quando ele recebeu a noticia. Ainda eufórico, resolveu não contar pra ninguém o fato. Colocou sua roupa mais velha, sua havaiana surrada e saiu com um saco de estopa pela rua catando latinhas de alumínio. Já com a mobilidade afetada pela sua doença, ia manco pelas ruas, fuçando lixos e colecionando latinhas no seu saco.

O comentário na pequena cidade de Américo Brasiliense foi geral! O Zé Simão pirou! Pra dar um ar de maluquisse, ele assimilou um cacoete falso, dava duas mexidas no pescoço para a direita e falava pro pessoal que aquilo ali iria mudar a vida dele. Coitado do Zé! – falavam – Um cara tão capaz, arrojado, tinha até sido vereador e agora estava nessa pindaiba. Ficou louco! Pobre Zé!

Perambulou com seu saco nas costas por umas duas semanas. A cidade toda ja o tratava como maluco. Zé Simão, Alfredão e Amelinha.

Na Semana seguinte, ao invés do saco, apareceu com um carrinho desses de mendigo. Tinha passado num ferro velho e comprado um bocado de latas. Andava com o carrinho cheio pra la e pra cá. Mais duas semanas.
Na proxima segunda feira, o seu carrinho tinha se transformado em uma Kombi velha, com um escrito na lateral feito de spray vermelho: “Latinhas do Zé Simão”.

O pessoal não acreditava! O Zé estava evoluindo! Mas o tic nervoso do pescoço estava cada vez mais forte. Manco. Belo dia o Zé sumiu. Alvoroço.
Dias depois, desfilava pela cidade uma frota de caminhões, todos zero kilometro, com um logotipo enorme, futurista e brilhoso na lateral: “Latinhas do Zé Simão”. Ele ia em um carro aberto, dando chauzinho pros povo, fazendo o V da vitória.

por Zakalé

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